Por Igor Zahir


Foto: Reprodução/Instagram/@doural_tapetes

Símbolo de status, sofisticação e bom gosto na hora de decorar as casas através dos séculos, a tapeçaria traz consigo histórias de famílias (seja de quem adquiriu, ou dos fabricantes), bagagem cultural do lugar onde foi produzido, e, claro, identidade visual que, muitas vezes, deixa na lembrança a estética do ambiente.

Aliás, com fabricação tão primorosa como a de esculturas e obras de arte, os tapetes deixaram, há muito tempo, de ter apenas utilidade para o chão (tanto que muitas pessoas pedem que o convidado tire os sapatos antes de pisar neles) e viraram hit também nas paredes, com a tendência dos tapetes verticais.

Seja de tear manual (que enche o coração dos loucos por decor), ou de fabricação industrial, a verdade é que os tapetes se tornaram peça indispensável na casa – basta ver os cômodos fofíssimos feito com almofadas e pufes sobre eles, ou a horda de imagens no Pinterest que fazem a gente querer trocar, mudar e amar a tapeçaria.

A renomada trend forecaster holandesa Li Edelkoort, guru das tendências de comportamento, cultura e consumo, defende há alguns anos a necessidade de valorizarmos trabalhos que remetam ao manual, e dos tapetes e tapeçarias que formam texturas no ambiente por meio da releitura do modo de vida de cada povo.

Com a nova realidade que tomou conta do muno nos últimos meses, Li abre ainda mais os olhos das pessoas para o assunto: “Se formos sábios, começaremos novamente com novas regras e regulamentos, permitindo que os países voltem ao seu conhecimento e qualidades específicas, introduzindo indústrias caseiras que floresceriam e se tornariam artes e ofícios, onde o trabalho manual é apreciado acima de tudo”, disse a especialista em entrevista recente.

Egípcios, turcos, indianos, chineses, belgas… Os tapetes encontrados no nosso market place remetem à produções milenares e, no melhor dos paradoxos, continuam conferindo toques de modernidade às casas. Afinal, é muito mais gostoso e aconchegante sentirmos a energia do “lar, doce lar”, se dentro dele tiver objetos que acalentam nosso coração. Vida longa (e eterna) aos tapetes!