Por Igor Zahir

As pequenas virtudes

Em onze textos, a escritora italiana Natalia Ginzburg discorre sobre assuntos como perdas e alegrias, em duas partes: a primeira lembra o período em que a autora morou em Londres e duas figuras centrais em sua vida: o poeta Cesare Pavese, de quem ela foi amiga, e Gabriele Baldini, seu segundo marido. Na segunda, uma avaliação das sequelas da guerra recém-terminada; as relações entre escrita e verdade íntima; entre outros temas.

“As pequenas virtudes”, de Natalia Ginzburg. Tradução: Maurício Santana Dias; Companhia das Letras, 128 páginas

M, o filho do século

Grande sensação da Feira do Livro de Frankfurt, o livro mostra Benito Mussolini como narrador da crise de identidade na Itália e a sua promessa de devolver ao país a glória do Império Romano. Usando citações diretas retiradas de fontes históricas, trechos de telegramas e recortes de jornais, o autor Antonio Scurati constrói um elaborado panorama da época e dos personagens – incluindo amigos, amantes e inimigos – que permitiram a ascensão do Il Duce, como o ditador ficou conhecido.

“M, o filho do século”, de Antonio Scurati. Editora Intrínseca, 816 páginas

Essa gente

Nos arredores do Leblon, o protagonista Manuel Duarte é um escritor decadente que enfrenta uma crise financeira e afetiva enquanto o Rio de Janeiro colapsa à sua volta. No diário do personagem, as memórias dão sentido ao tumulto do presente! Nesse novo romance de Chico Buarque, o lendário artista nos leva a refletir sobre a vida, imaginação, sonho e delírio, e constrói uma narrativa cheia de entrelinhas criadas nas contradições de um país em crise.

“Essa gente”, de Chico Buarque. Companhia das Letras, 200 páginas

 Franny & Zooey

Desde o clássico “Nove Histórias” que os leitores acompanham as dores e delícias do dia-a-dia da família Glass. Agora, nesta outra obra de J. D. Salinger, a continuidade se dá a partir dos desafios da caçula da família em meio aos dilemas do fim da infância.

“Franny & Zooey”, de J. D. Salinger. Tradução: Caetano W. Galindo. Todavia, 176 páginas

 A água e a águia

Indicado para leitores a partir de 6 anos de idade, o novo sucesso do aclamado Mia Couto traça uma fábula poético-ecológica, em que as letras e as palavras são tão concretas quanto as montanhas e os rios. Como disse o poeta Fabrício Corsaletti, o escritor moçambicano “nos oferece uma visão da poesia e da natureza que não deixa margem para dúvidas: na sua origem, elas estavam entrelaçadas.”

“A água e a águia”, de Mia Couto. Companhia das Letrinhas, 32 páginas

 

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