Por Igor Zahir

Liverpool

A Guatemala é aqui! Ou melhor, no Museu Tate da cidade inglesa, que recebe as obras de Vivian Suter inspiradas na paisagem tropical de Panajachel, onde ela vive e trabalha. Na primeira exposição individual da artista noReino Unido, é possível entender cada detalhe do seu processo criativo, como quando as pinturas costumam ficar penduradas ao arlivre para que substâncias naturais, como matéria vulcânica e botânica, sejam incorporadas ao resultado. Até 15/3. www.tate.org.uk

Buenos Aires

Expoente da escultura contemporânea, Ernesto Neto tem o trabalho marcado pela ruptura do homem com a natureza. Com a proposta de que a arte seja uma ponte para a reconexão humana em esferas mais sutis, ele afirma que o artista é uma espécie de xamã, que lida com o subjetivo e inexplicável. Dessa teoria saem obras lendárias, como a Copulônia (1989), em cartaz na retrospectiva do carioca no Museu de Arte Latino-Americana (MALBA). Até 10/2. www.malba.org.ar     

Nova York

Durante mais de cinco décadas, a historiadora fashion Sandy Schreier montou uma das maiores coleções privadas de alta-costura (francesa e americana) dos Estados Unidos. Dos principais ícones do século 20 ao auge do prêt-àporter, essa exibição no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art é um deleite para quem afirma, com conhecimento de causa, que moda é cultura, sim! Até 17/5. www.metmuseum.org     

St Ives

Já na Tate da pequena comuna na Cornualha, onde Virginia Woolf passava os verões durante a infância, o museu promove uma antologia do russo Naum Gabo. Pinturas, esculturas, desenhos e projetos arquitetônicos marcam o centenário do Realistic Manifesto de 1920, texto-chave com cinco princípios fundamentais para entender o gênero artístico do construtivismo. Até 03/5

Cingapura

Como você imagina o mundo daqui a 200 anos? Como será a urbanidade do amanhã? Estes questionamentos movem a exposição “2219: Futures Imagined”, no ArtScience Museum. Dividida em cinco atos, a experiência imersiva leva os participantes a se vislumbrarem em situações que desafiam temas climáticos, culturais e tradicionais, com a única certeza de que, como diz o clichê, “quem viver verá!”. Até 5/4. www.marinabaysands.com/museum

São Paulo

A relação entre corpo e espaço ganha charme especial nas obras de Marcia Pastore, sem necessariamente seguir uma ordem cronológica de aparecimento. Com matéria-prima diversa e técnicas aprimoradas ao longo dos últimos 30 anos, o trabalho da artista paulistana vira destaque na programação da Pinacoteca. Até 6/4. www.pinacoteca.org.br

No ano em que a poeta, dramaturga e escritora Hild Hilst faria 90 anos, o MIS celebra vida e obra dela com Revelando Hilda Hilst: sob curadoria do artista visual e jornalista Jurandy Valença, o projeto apresenta uma exposição de retratos (alguns inéditos) de Hilda, desenhos de sua autoria nunca antes exibidos em público, além de quinze edições originais dos seus livros. A instalação sonora Rede Telefonia, de Gabriela Greeb e Mario Ramiro, mostra a voz da autora por intermédio de gravações originais realizadas na década de 1970, quando ela tentava se comunicar com o além, e a programação paralela traz filmes e leituras de seus poemas, por nomes como Cida Moreira, Marina de La Riva e Dudu Bertholini, entre outros. Até 14/3 https://www.mis-sp.org.br/

Barcelona

Pioneiro na criação de esculturas cinéticas, o grego Takis (pseudônimo de Panagiotis Vassilakis) nasceu em Atenas, mas desenvolveu grande parte de suas mais de sete décadas de carreira entre Paris, Londres e Nova York. Na primeira individual do artista no Museu de Arte Contemporânea da capital catalã, o público vai deparar com a poesia e beleza do universo eletromagnético, por meio de resíduos industriais, tecnologias científicas e reciclados de aeronaves. Até 19/4. www.macba.cat

Recife

O fotógrafo pernambucano Paulo Romão lança a exposição “Des com passo”, que busca expressar emoções vividas ao longo de sua história, retratando, poeticamente, sentimentos que revelam nuances de indiferença no amor e solidão. Entre os elementos usados estão água, flores, folha e terra, símbolos que, segundo o fotógrafo, quando acompanhados de luz, textura e sombra, são capazes de materializar aquilo que se sente. Abertura no dia 14 de fevereiro, no Restaurante Terraço do Maricota, na Rua Padre Anchieta, nº 243, Torre